Home Data de criação : 08/01/22 Última atualização : 11/10/17 14:02 / 7 Artigos publicados

O Palhaço da perna de pau  escrito em terça 22 janeiro 2008 16:44

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"Hoje tem marmelada? tem sim senhor! Hoje tem goiabada? tem sim senhor! E o palhaço o que é? ladrão de muié!" Era assim que eu e meu contemporâneos nos divertíamos(quando meninos) atrás do palhaço da perna de pau. Quando o circo chegava na cidade era uma verdadeira euforia, uma festa mesmo. Por isso, minha homenagem a esses artistas do povo. Minha eterna gratidão por me fazerem lembrar destas lembranças tão fundas e singelas da minha infância . . . obrigado!
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A História do circo  escrito em quarta 23 janeiro 2008 14:33

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O Circo é uma das mais antigas artes de espetáculos do mundo. Teve origem em povos nômades da Eurásia.Existem muitos tipos de circo: circo de rua, circo tradicional, circo chinês, circo russo, etc. O universo circense é na verdade um conjunto de diversas artes: malabarismo, palhaço, acrobacia,  monociclo, adestramento de animais, equilibrismo, ilusionismo etc.

Há cerca de cinco mil anos anos, pinturas onde aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas, foram descobertas na China, partindo daí uma hipótese do surgimento da arte circense. Naquela época, a acrobacia era utilizada como forma de treinamento para os guerreiros, pois gerava agilidade, flexibilidade e força.

                                                                    Fonte - Wikipédia

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O circo no Brasil  escrito em quarta 23 janeiro 2008 14:49

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O circo foi trazido para o Brasil primeiramente pelos ciganos, que fugiram da Europa por sofrerem perseguições étnicas e religiosas. Esse povo sempre demonstrou intimidade com a arte circense e apresentava espetáculos com ursos domados, ilusionismo, exibições a cavalo e teatro de bonecos. No entanto, foi somente no fim do século XIX que o circo se modernizou no Brasil.

Diferente da Europa, o circo por aqui não se modernizou em termos de equipamentos e espaços, mas sim, em termos de habilidade e criatividade dos circenses. Por isso, os palhaços se tornaram figuras centrais.

A primeira escola circense do País chamava Piolin e se instalou em São Paulo no ano de 1977. Depois foram surgindo outras escolas voltadas para várias classes sociais, formadas por ex-artistas dos circos itinerantes. São exemplos do circo contemporâneo brasileiro grupos como a Intrépida Trupe, os Acrobáticos Fratelli, os Parlapatões, Patifes e Paspalhões, a Nau dos Ícaros, o Circo Mínimo, o Circo Escola Picadeiro e muitos outros.

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Brincadeira de dizer verdades  escrito em domingo 27 janeiro 2008 20:42

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Se você tivesse acreditado

nas minhas brincadeiras

de dizer a verdade:

teria ouvido verdades,

que teimo em dizer brincando...

 

Falei muitas vezes como palhaço,

Mas nunca,

desacreditei na seriedade,

da platéia que sorria...

 

Chaplin 

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O PALHAÇO CAREQUINHA  escrito em domingo 27 janeiro 2008 20:49

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Estamos no ano 2000, final de século, a Televisão Brasileira completa 50 anos de sua implantação. Muitos programas, desenhos e seriados queridos passaram no decorrer das décadas nas mais variadas estações de TV de nosso imenso país. São muitas lembranças, em especial, as das muitas pessoas que como  eu  tiveram  o prazer de pertencer a primeira geração de telespectadores, em seus respectivos Estados , na chamada Era de Ouro da Televisão Mundial ( década de 60 ). Era o tempo em que a criançada podia assistir a televisão com os pais estando tranqüilos pois não eram agredidas com programas, filmes e novelas, colocados em horários impróprios, com  grande teor de violência, lascívia, linguajar chulo e muitas vezes incutindo a inversão de valores. Muitas vezes os programas infantis daquela época forneciam um conteúdo bastante edificante.

Cada um de nós teve um referencial que nos incentivou a entrar em contato com o fascinante mundo da televisão. Eu quero nesta matéria apresentar o meu referencial  que também é de muita gente. Essa pessoa, uns dos pioneiros da Televisão Brasileira, é o ponto de partida de minha caminhada para conhecer os clássicos desenhos e seriados de TV como Os Flintstones, Jonny Quest, Os Três Patetas, Thunderbirds, Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar, Jornada nas Estrelas, National Kid, Chaves, Arquivo X, Bonanza, O Fugitivo, Além da Imaginação, O Vigilante Rodoviário e muitos outros.

Apesar de o foco principal da revista TV Séries ser  o da abordagem dos desenhos e séries  de TV, pedimos a licença de apresentar ( servindo de homenagem a todos que contribuíram para o desenvolvimento da Televisão Brasileira ),  a vida de um desses heróis que ajudaram na consolidação deste meio de comunicação, tão importante.


Anos Heróicos da Televisão Brasileira


Em 18 de setembro de 1950 é inaugurada a primeira estação de televisão do Brasil, a TV Tupi de São Paulo, pertencente à grande cadeia jornalística Diários e Emissoras Associados, de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello. Quatro meses depois, em 1951, é instalada a TV Tupi carioca e com ela veio Variedades Tupi, mudado depois para o nome Circo Bombril que ficou no ar por 16 anos, apresentado por um dos mais famosos  palhaços brasileiros que marcou  três gerações: Carequinha.

Este foi o começo do palhaço Carequinha no veículo de comunicação que lhe trouxe a consagração nacional. “ Fui o pioneiro na televisão “ – nos conta o intérprete do Carequinha. “ Principalmente porque inventei um nova escola de palhaços. Até então as pessoas  riam da desgraça do palhaço que apanhavam como ele só. Não gostava disso e virei o herói da história. Os outros se davam mal. Mas o Carequinha não “.

Apesar de heróis das histórias, Carequinha sofria com os primórdios da televisão brasileira. “ Trabalhar a primeira vez na TV foi difícil, só tinha uma câmera e não tinha auditório. Não havia videoteipe. Se errasse, estava errado mesmo. No primeiro dia de trabalho eu disse para o diretor que estava acostumado a trabalhar com o público e precisava daquela resposta imediata do riso e do aplauso do público. Então, no programa seguinte, arranjamos umas cadeiras e colocamos umas trinta, quarenta crianças e pais. Desta forma, fui o primeiro a fazer um programa de auditório na televisão; eu que inventei botar crianças dentro da TV “.

Muitos desenhos foram lançados em seus programas como Patrulha Estelar, Pirata do Espaço, Emergência + 4, Viagem Fantástica, Calvin e o Coronel, Viagem ao Centro da Terra, Fantasma do Espaço ( agora conhecido por seu título original, Space Ghost ), além do programa americano em forma de série, O Circo, na TV Difusora de Porto Alegre, nas tardes de sábado.

O palhaço que encantou gerações é considerado o primeiro artista circense a ter um programa na televisão brasileira. Hábil negociador, alavancou a sua veia artística combinando talento e marketing. Nessa época de pioneirismo, Assis Chateaubriand, amigo do palhaço, costumava conversar com ele e dizia:  “ Você é um bom menino, trabalha bem ! “. Chateaubrinad habitualmente  assistia O Circo Bombril  ao vivo no estúdio que ficava na Avenida Venezuela, Rio de Janeiro.

Além do Circo Bombril, Carequinha fez para a TV Tupi – RJ os programas Boliche Royal, Teatrinho do Carequinha e a Escolinha do Carequinha.


Nasce um Palhaço


Numa noite de 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, a aramista e trapezista Elisa Savalla, durante uma apresentação noturna no Circo Peruano, sente as primeiras dores do parto. O seu marido, Lázaro Gomes, em pleno picadeiro, pede para ela descer do arame. Assim, num barraco de circo, nasce George Savalla Gomes, mais conhecido como Carequinha. Logo após o parto, seguindo uma bela tradição circense, ele recebe dos artistas os primeiros dos muitos aplausos, que se tornariam uma constante em sua vida.

O pai, que largou a batina pela atriz circense, morreu quando Carequinha tinha dois anos. Sua mãe casou-se novamente, com Ozório Portilho. Aos cinco anos, na cidade de Carangola, Minas Gerais, sua família trabalhava no Circo Peruano de seu avô, José Rosa Savalla, quando o padrasto Ozório, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e disse: “ Hoje  você vai entrar ( no picadeiro ) carequinha “  e profético determinou que “ de agora em diante você será o Carequinha ”. Naquela ocasião tinha um palhaço que se chamava Careca e não podiam existir dois palhaços com nomes iguais. Então, dos cinco anos em diante, ele nunca mais deixou de ser o Carequinha. Devidamente batizado, o contato com o público foi imediato e pouco a pouco transformou seu caminho em sinônimo de alegria.  


Circos


Foram muitas viagens pelo Brasil, com o Circo Peruano, da família Savalla, depois o Circo Ocidental ( comprado pelo padrasto ), sendo palhaço oficial do circo aos 12 anos, o Atlântico e o Olimecha, até chegar no Rio de Janeiro o Circo Alemão Sarrazani. Isso foi em 1951. Eles queriam uns palhaços brasileiros e  Carequinha e o companheiro Fred tornaram-se então uns dos raros palhaços do Brasil contratados por um circo estrangeiro. O circo era uma bola de alumínio, uma coisa extraordinária, para o veterano palhaço que nunca tinha aquilo. O circo ficou  três meses defronte da Central do Brasil e depois , com Carequinha e Fred, foi para São Paulo. Os dois palhaços ficaram 4 meses e meio nesse espetáculo. Naquela época o circo também era teatro, como  relembra o palhaço: “ Eu era o galã, rapaz novo, fazia o palhaço na primeira parte e depois o galã das peças. O circo tinha palco, a primeira parte era no picadeiro e a segunda no palco, levava aqueles dramalhões “. Foi na segunda parte que Carequinha conheceu o grande companheiro Fred, um alfaiate que nas horas vagas trabalhava em teatros dos subúrbios carioca.

Depois, radicado na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, Carequinha optou por apresentar-se fora do circo, na qual as apresentações eram diárias. Carequinha gostava de fazer três, quatro, cinco apresentações por semana. Então, ele se limitou a fazer shows de aniversários,  clubes e viagens para o interior do país. Ele representou o nosso país quatro vezes no Exterior, ganhando uma medalha de ouro na Itália como o Palhaço Moderno do Mundo. O recebimento da medalha ocorreu na Cidade de Campione D’itália, credenciado ao concurso pela Superintendência do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, para representar o Brasil no I Festival Internacional de Clow, que foi realizado nos dias 13 e 14 do mês de dezembro de 1964, disputando com palhaços de 20 países. Também esteve em Portugal, na América do Norte duas vezes, na Argentina e no Reino Unido.

Em  certa ocasião, enquanto viajava de avião para Florianópolis, o diretor de um show passou um rádio para o avião em que se encontrava Carequinha pedindo que ele descesse  maquiado porque tinha umas três mil pessoas no aeroporto esperando para vê-lo. Neste dia, ele recebeu a chave da cidade num carro do Corpo de Bombeiro  e foi até o centro da cidade para o primeiro show numa praça que estava lotada. A mesma  receptividade ocorreu em Porto Alegre e Portugal.


O Palhaço dos Presidentes


A partir do convite de Getúlio Vargas para apresentar o seu circo para seus filhos no Palácio do Catete, Carequinha passou a ser considerado o Palhaço dos Presidentes. Os seus shows eram quase que obrigatórios para todos os presidentes da República, desde de Getúlio Vargas passando por JK incluindo os Generais do governo militar.

Ele tomou parte da inauguração da Praça dos Três Poderes, na então recém criada Brasília

( 1960 ), convidado pelo amigo Juscelino Kubitschek.

Durante suas viagens de trabalho, Carequinha encontrou tempo para namorar e casar-se.  “ O Circo Ocidental foi a Poços de Caldas, Minas Gerais ( 1940 ). Lá, eu me casei e depois voltamos para  São Gonçalo. Minha esposa, Elpídia, era professora e gostou do Carequinha. Eu bem que lhe contei como era a minha vida. Mesmo assim ela decidiu  se casar comigo “.

Carequinha também tinha tempo para os estudos, tendo estudado até o 3o ano da faculdade de Direito. Desde criança, sua mãe o matriculava na escola de cada cidade por onde o circo passava. Assim foi sua vida escolar.

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